VIOLÊNCIA INFANTO-JUVENIL FOI TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA
Aconteceu na noite de ontem (09.10), uma Audiência Pública na Câmara Municipal, para debater a questão da violência entre jovens e adolescentes no município de Água Boa. A audiência foi conduzida pelo vereador Joaquim dos Anjos Ferreira da Paixão, representando o presidente Ari Zandoná, e contou com a presença dos vereadores Alan Apio (autor do requerimento que solicitou a audiência), Luiz Cesar de Lara Pinto Filho, Joaquim dos Anjos Ferreira da Paixão, Leonardo Leite Ribeiro e Marilene Estefano. Também estiveram presentes a defensora pública Caroline Renee Pezzini Weit-kiewick, o presidente da OAB local Paulo Diniz, a Secretária de Assistência Social Helaine Cristina, o secretário de administração Luiz Omar Pichetti, membros do conselho tutelar, professores, estudantes, representantes de clube de serviço, imprensa e igrejas.
No início da audiência, foi apresentado o Plano Municipal de Atendimento Socioeducativo (ainda em desenvolvimento), que mostra dados reais e atualizados da educação e dos projetos sociais no município e que tem como objetivo definir de forma conjunta com a sociedade, as estratégias para proporcionar um atendimento de qualidade aos jovens de 12 a 18 anos. O Plano será disponibilizado para conhecimento no site da prefeitura.
O presidente da OAB local, Paulo Diniz, se pronunciou dizendo que o problema de violência entre os jovens é um problema mundial, e se origina do próprio meio familiar. A falta de educação, vinda de casa, ocasiona não só essas brigas que são observadas em frente às escolas, mas também depressão e suicídio, e isso é muito grave. As medidas educativas devem ter uma continuidade para que sirvam como uma forma positiva de mudança na vida dos jovens infratores.
A secretária de Assistência Social Helaine Cristina, expos que a ação social, hoje, atende 110 crianças em Água Boa, e o que se observa é que os pais não têm interesse em saber o que os filhos fazem lá e muitos deles transferem a educação que deveriam dar em casa para os professores.
A defensora pública Caroline Renee Pezzini Weit-kiewick, salientou que o problema aqui em Água Boa é a reincidência. A maioria dos jovens infratores já cometeram a infração mais de uma vez e 68% não cumprem as medidas sócio educativas e aí se observa que os pais “lavam as mãos”. É preciso buscar uma forma de se fazer cumprir essas medidas"C e o que se observa é que os pais não têm interesse em saber o que os filhos fazem lá e muitos deles transferem a educação que deveriam dar em casa para os professores.
A defensora pública Caroline Renee Pezzini Weit-kiewick, salientou que o problema aqui em Água Boa é a reincidência. A maioria dos jovens infratores já cometeram a infração mais de uma vez e 68% não cumprem as medidas sócio educativas e aí se observa que os pais “lavam as mãos”. É preciso buscar uma forma de se fazer cumprir essas medidas, identificar a aptidão de cada um e fazer com que não reincida no erro, e isso só pode ser alcançado com o envolvimento de toda a sociedade.
O secretário de administração Luiz Omar Pichetti, representante do prefeito Mauro Rosa, sugeriu que seja criada uma ampla rede de proteção social, envolvendo a família, OAB, igrejas, poder público, classe empresarial, enfim toda a sociedade, para que esse problema fosse minimizado com o passar do tempo.
A professora Inez Trentin Zandoná, se pronunciou sobre uma ideia de criar um centro de inteligência emocional dentro das escolas, para pais e alunos, com presença de psicólogo. Esse projeto visaria proporcionar um acompanhamento profissional às famílias, já que hoje muitas dessas famílias são desestruturadas.
O soldado Leopoldo, colocou que a falta de efetivo policial na cidade dificulta muito o atendimento, mas que a polícia militar vem contribuindo com ações reais como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (PROERD) e isso vem fazendo a diferença no município.
Segundo o vereador Alan Apio, a audiência foi muito proveitosa, pois foram levantados os principais problemas, suas prováveis causas e possíveis soluções, e com foco nisso é possível resolver o problema da violência infanto-juvenil aqui em Água Boa, pois esse é um problema de todos.
